Pela engenheira Maria Regina Pereira
Buss*
É
gigantesca a relevância do segmento da construção civil na soma global da
economia brasileira. Dados apontam que entre 2007 e 2012, o número de
empregados com carteira assinada no setor passou de 1,3 para 2,7 milhões de
trabalhadores. O macrossetor da construção emprega atualmente cerca de 10
milhões de trabalhadores – parcela que representa 20% da força de trabalho
calculada no país – e movimenta cerca de 20% do PIB brasileiro.
A
expectativa de avanços no setor é bastante otimista: investimentos prementes em
saneamento, energia, transportes e moradias; além de grandes eventos – tais
como a Copa do Mundo neste ano e as Olimpíadas em 2016 – são fatores que
certamente aumentam a demanda por insumos e serviços.
A
economia interna vive novos tempos, que acabam afetando o setor: processos de
concessão, privatização e realização de grandes projetos, atraindo concorrentes
estrangeiros; novas demandas técnicas durante a fase de projeto e construção
criando necessidade de novas tecnologias; orçamentos, prazos e segurança na
realização da obra tornaram-se fatores cada vez mais importantes. Além destes,
há o aspecto ambiental; a questão do uso eficiente dos recursos na construção;
a realização de obras de baixo impacto ao ambiente, mesmo depois de prontas.
Para
tanto, três aspectos são muito importantes nesta nova fase do setor da
construção civil: a utilização de novas tecnologias, a capacitação de mão de
obra e a segurança da força fabril. Este último item, talvez ainda seja uma das
maiores deficiências da construção civil brasileira.
O cálculo é simples
Sempre
beneficiado por uma situação de fácil disponibilidade de mão de obra – formada
em parte por trabalhadores sem qualificação e sem colocação em outros setores
da economia – o setor passa agora por uma crise. Além de faltarem trabalhadores
dispostos a atuar no setor, a maior parte daqueles que trabalham na área não
tem capacitação profissional suficiente, para fazer face às novas demandas dos
canteiros de obras. Salientando que o conhecimento acerca do manuseio das novas
tecnologias por parte da força fabril reduz a exposição da mesma a possíveis
riscos, otimiza o resultado de seu trabalho e minimiza a duração de obras.
O
crescimento do setor da construção civil vem aumentando a demanda por novas
tecnologias. Estas, para serem efetivas, visando a melhoria da produtividade,
da economia de recursos e da segurança, precisam ser dominadas por
profissionais preparados – em todos os níveis hierárquicos. Logo a formação de
uma mão de obra capacitada e consequentemente segura é um dos grandes temas da
construção civil.
(*) Especialista em Engenharia de
Segurança do Trabalho e Gerenciamento Ambiental. Diretora da Mareg Engenharia
de Segurança.
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